quinta-feira, 21 de março de 2013

HÉLADE(HÉLADE!) - etimo etimologia

A filosofia é uma coisa da alma,; ao menos, isso é  que se pode depreender sobre as coisas que  Aristóteles arrola na nicomaquéia. Aliás, Aristóteles  fechou uma Era filosófica; depois foi aberta outra Era com filosofias consideradas menores : cínicos, estóicos...
A filosofia, como tudo o que passa sabedoria e conhecimento é algo que está na história enquanto literatura de Platão e outros. Não existe filosofia sem texto e, concomitantemente, sem contexto, pois a filosofia não é um falar ou escrever sobre a filosofia, mas criar uma doutrina e viver sob seu jugo ou sua liberdade. A filosofia grega é um texto com texto: texto, literatura em língua grega, que lhe ilumina e contextualiza no tempo em que se teceu a história narrada dentre as circunstâncias físicas, genéticas, químicas, metais, corporais, telúricas, etc.
Não existe filosofia que não seja grega; logo, não existe filosofia alemã: Kant, Shopenhauer, Nietzsche, Heidegger, não são filósofos alemães, mas gregos, conquanto sem contexto que os coteje com o texto, a literatura, a história, o tempo do ser em objeto. Alemães, ingleses, italianos, dentre outros, são filósofos sem língua em que exponha seu pensamento filosófico, nem a cultura, evidentemente, pois a língua da filosofia é o idioma da Magna Grécia e a cultura idem. Tempo, cultura, língua, genes e ser mortos. Estes filósofos hodiernos são apaixonados pela sabedoria, porém perdem tempo atacando a estreiteza da ciência e o estado que arrebanha o homem do povo como um gado miúdo. O estado contém a grei no aprisco : isso deixava Nietzsche indignado. A estupidez da ciência e da tecnologia também irritava sobremaneira os grandes metafísicos : Kant e Shopenhauer.
A filosofia grega era atividade de escola( de escol); era formada por um grupo de aristocratas ociosos, excepto Sócrates, o bizarro. Seu oposto, a ciência algo cênica atual não passa de mera educação para as massas, com objetivos de lucro, voltada para a tecnologia do capital e da empresa, sendo o conhecimento adquirido apenas um ganho econômico, independente de ser útil e bom para o povo ou não. Este o contexto hodierno : contexto de interesse, marcado pelo ritmo, rito e mito capitalista, o novo leviatã do velho Hobbes. Não há amor pela sabedoria, na ciência, nem amor algum, excepto paixão fanática pelo consumismo que constitui o cerne do capitalismo. Um cataclismo sócio-cultural e político similar ao da época medieval?!
A Europa, por meio do latim de Roma, uma língua para a razão e para o sentimento da poesia grandiosa, ainda manteve cópias da estatuária grega e, outrossim, de sua filosofia menor. O contexto da "filosofia" ( cópia de filosofia) romana era o de aplacar as dores ocasionadas pela brutalidade das legiões e as instituições romanas, uma das quais, o Direito, representa o requinte da hipocrisia, ou seja, é uma contra-filosofia : esta a única "filosofia" inversa, invertida, de ponta-cabeça, que a literatura romana pode criar, pois era o texto com o seu contexto social, político, intelectual...( O Direito não logrou nem se equivaler ao cinismo, à filosofia menor dos filósofos cínicos gregos, cães cujo mais famoso foi Diógenes, um nojento em todos os sentidos. Na realidade, um louco que dava respostas inteligentes e se comportava como um cão, um animal, inclusive fazendo suas necessidade fisiológicas mais comezinhas na rua, à vista de todos.
O continente europeu não manteve viva a filosofia grega por falta de contexto, dado que a filosofia era algo mais que intelectual, era uma práxis, um comportamento e não há, como não havia, desde Roma, possibilidade para caber no contexto um homem defecando pelos logradouros públicos. A Hélade era por demais tolerante; aliás, a filosofia é um exercício da paciência e da tolerância também. A filosofia na Hélade(Hélade!) era ampla demais; em Roma ela se tornou restrita, passou ao estado como direito e à religião como cristianismo; tudo isso fundado num cinismo e num estoicismo sem eira nem beira, sem berço, numa filosofia para atender ao desvalidos, feita por desvalidos e não mais uma obra aristocrática, livre e dura, mas leal à verdade, à dura verdade romana expressa em lei ( "dura lex sed lex") , fincada na aletheia grega, quando exposta pelo cérebro genial de um erudito que conhecia a Hélade dedes os seus próprios genes, pois somos como são os cromossomos que trazemos de longe, da estirpe no sangue.

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domingo, 10 de março de 2013

SÚCUBOS(SÚCUBOS!) - wikcionário wikcionario wikdicionário


File:Medusa uffizi.jpg
O homem somente precisa saber amar.
O resto é futilidade.

( O amor é frugal assim,
ó escatológico Aristóteles,
homem do bom fim
e do sumo bem : a felicidade.
- A mulher?!).

A mulher já sabe amar
por isso pode se dar ao luxo
de ser  - fútil?,
porquanto é muito útil
e se junta ao agradável
e às vezes ao desagradável
quando não está afável.
Esse ser impenetrável,
doce, mas com travo amargo
de amargas ervas daninhas
que não deixa a terra
se tornar maninha.

Ouço a bravata
da satisfação plena
"ou seu dinheiro de volta"
e concluo e incluo,
ó demônios Íncubos e Súcubos(Súcubos!),
que acaso me lêem...
-  concluo que sempre,
junto ao não-molho da sempre-viva,
melhor para a vida,
que é o desabrochar para o belo
e o despertar para a verdade
ou para a bela Aletheia,
- que é de bom tom
( um tom Jobim! no cancioneiro...)
que se deixe
algo ou tudo inconcluso,
incluso os autos
e a utopia dos arautos
a fim de que a vida
não se acabe
em tédio suicida
ao amarelar do outono
na queda do anjo das folhas caducas
e flores fenecidas.
De bom tom, Tom,
que tudo não se acabe
assim feito o feito
da obra de Kafka
com afta ou sem afta.
( Pergunte ao universo
de Drauzio Varella
que ele há de esclarecer com varíola
ou, quiçá, com varicela).

Escuto no culto inculto,
quase íncubo
( - e quase sucumbo!),
que o mundo está tomado
- todo tomado por fora
pelas hostes de Átila, o Huno, Gascões...
e não há por onde passar,
fugir, nem por água de nautas sem naus,
timoneiros sem timão ( - e pumba! : morreu a pomba).
Não há como escapar,
estamos sem escapismos românticos.
Vamos, então, por Santo Antão!,
pintando em tentação por Salvador Dali
e visto por meu ego daqui,
- vamos entrar para dentro de casa
retomar o caminho de casa
- da casa que somos e erigimos
por dentro de nós
com quatrilhões de nós górdios,
e que fica na velha aldeia da velha bruxa
onde nem tudo foi tomado de assalto,
onde o direito romano não chegou esbaforido,
civilizatório,
com seus sicários, seus mercenários,
seus mecenas, seus poemas,
prontos para prender nossa alma
emparedada no corpo
no meio do nada,
em niilismo perene.
Empreendamos uma fuga
para onde a mão pesada
do que chamam de justiça,
que é o ato de escrever a lei cruenta
sob o papiro frio e sem vida
ou dizer o direito romano
pela boca de seus juízes
limitados pelo juízo do contexto,
que jamais é judicioso,
pois o dizem para aqueles adversários
alcunhados de bárbaros...
- Fujamos a cavalo solto em galope sem brida
para onde esse direito do romano
não colheu nossa alma indômita
nem debandou
as aves de arribação de nossos sonhos
mais queridos ou opacos
das noites bem dormidas,
que são as noites das noites
em dupla raiz no mundo onírico
onde tudo é Salvador Dali,
chagas de Chagall,
"Sherzos" de Joan Miró,
ou a melodiosa voz de Gal
vazando água no imenso paul
do ouvido e do rio do olvido ( o Letes!)
rimada e ritmada pela voz do lobo no auuuuuuuuuuuu...
à lua que atua de pua
e pau, caniço,vara com minhoca
para se fazer justiça à fome do homem
e da mulher,
que é dona do homem
desde pequenino.
( Minh'alma é uma minhoca
que torce retorce ziguezagueia
com verve de verme
nada inerme,
mas ajuda com a ajuda de Nossa senhora da Ajuda
a pescar peixes e homens bons,
mulheres ótimas,
procelas para as procelárias...).

Louco são os físicos quânticos
( quantos tísicos?)
- quânticos doudos são estes
filósofos de um tempo cínico
sem um filósofo cínico
para arribar o riso
ao objetar e arguir com práxis abjecta
sobre a escatologia humana
mefítica escatologia metabólica
que não cheira ao metafórico na flor de laranjeira tenra,
alva na alma do alvo,
o cândido efebo,
que nasceu no coração da rua,
medrou sobre o asfalto cinza-serpente,
sob o Serpentário suspenso em luzeiro
que penso e apenso ao céu em negror,
- a flor cândida
regada com o aljôfar
em ponto de orvalho
descida em cachos de cachoeira
dos olhos da madrugada
a postos no olhar do poeta Carlos Drummond de Andrade
buscando e achando o amor
oculto sob o tédio, o ódio e o nojo...
- num mundo imundo, iracundo,
onde a cor do homem
é vista com olhos maus,
eivado de preconceitos violentos,
enquanto o amor de um homem
é escarnecido
e pode morrer envenenado
nas madeixas da medusa,
em endechas de tristes bardos
qual Cruz e Souza
que viola violões de anões
e faz da poesia
um canto no silêncio.
( O poeta cruz e Souza
que era  negro
nos olhos negros
de uma noite pesada na alma
dos desalmados
que constituem
o princípio e a constituição
de um estado da maioria boba
de almas penadas
que são os homens
quando industrializados
em industriosos
pobres-diabos...
perdidos, nus, num estado
que não alforria ninguém,
nem o governador
e outros sátrapas
com belos e pomposos nomes
palavras-pavão
que dissimulam-se em democracia.
Heróicos, heróis Herodes de todos os tempos
- até o fim dos tempos!...
são estes déspotas
sempre vivos e com o mesmo poder desumano
passado em leis
e repassadores de ordens em decretos
que ferem de morte as leis
e o direito que se esconde no pensamento
e se recusa a alienar-se na arena romana
preparada para matar cristãos.
Eternos mártires somos!,
ainda que nos deixe a vida
- despedaçada!

Ah! os físicos quânticos
estes novos epicureus sem Deus
ou com o bom Deus,
sem rei ou com o rei do momento...
Ai! Estes são inocentes
e vivem esparsos
pelos mundos paralelos
e nos espaços alelos dos genes!
São criaturas de poder
tal qual os reis e imperadores,
mas seu reino é metafísico
e eles somente tem poder mental,
nunca neste mundo para belicosos primatas
que sabem usar as patas
e as mentes das inteligências natas,
que eles cooptam e prendem,
para dominar mundo cão
- majoris e minoris.
( Sou da ordem destes minoritas!).

E enquanto o mundo corre,
nos cabelos da mulher
a medusa espreita
cheia de desdém
porque ela é bela,
de uma beleza natural,
e o homem a serve solícito
com toda sua verve no verbo,
feito um lacaio "laico".
A mulher é maior
em fortaleza que o homem
e por isso o espezinha continuamente.
Ela já é madura e astuta
desde tenra idade
enquanto o homem passa a vida
em folguedos infantis
e em idade provecta
brinca de filosofia
e  ciência e poesia.
A superioridade congênita da mulher
está expressa na sua vida
- ela vive da arte de amar
da qual nada soube Ovídio
nem nenhum esteta e sábio
que pude ouvir ou ler
no seu casulo de signos,
nem empós escapar so invólucro na crisálida
que lhe tolheu ou preparou as asas
para o voo cara e vela
para o sol
único espelho
em seu espectro lucífero.

A mulher é a sabedoria em prática-práxis
e ensina o amor ao homem.
Só então, depois de aprendiz de feiticeiro,
o "trouxa" pode amar.
De fato,  o poeta pode ser mestre
nesta arte de errar
pela dor e pelo prazer mais deleitoso
proporcionado pelo leite no leito,
pois é mais pato a amar
de tanto amar o mundo
e ao se tornar, enfim, mestre na arte de amar
- vai amar a mulher
que faz a vida seguir
com a criança que encanta
e é um deus e uma deusa
no lar que leva a levante de novo
os antepassados deitados em covas
- com  frialdade insensível nos ossos
onde se aninha a morte,
enovelada, velada,
sem sopro para oboé
na sexta sinfonia de Beethoven,
pastoral para Baudelaire, o louco...
(- Para onde fugiremos, pastora!,
tocando avena...
Não há lugar, lagar...:
o mundo está fechado
sitiado pelas legiões romanas,
até nas letras dos poetas apócrifos
- que, lamentavelmente,
sonham ser canônicos
e se perderem na fama,
aonde hão-se chafurdar!).

A mulher!, que é, outrossim, uma medusa!,
quando a olho no olho,
vejo que não é para ela
que olho primeiro,
mas para várias faces
que vem antes dela
e que Berlini
deixou ao esculpir
e também a escapulir
porque é complexa demais
a face e os cabelos da medusa em ato,
a mulher verdadeira, real pomba.
Ao olhar para ela
vejo um monte de sonhos perdidos
rostos esquecidos na infância sem tanta fanta
mas com fantasia dada ao infinito.
Quanta infância e infante!...

Quando a olho,
ó Betelgeuse,
miro, miro, teus olhos estelares no céu
de um preto anum,
e outro tanto  Anúbis,
mudando "mutatis Mutandis"
o tempo do verbo
para desprezar as penosas pessoas do discurso
imposto em retórica torta
e amar as pessoas reais
que não reinam como personagens no palco social,
na coorte cheia de cortesãs e aduladores
mas sob a carne viva do ser humano
macho ou fêmea,
consoante Deus nos criou,
abaixo da Betelgeuse.
(No meu mirar,
do meu mirante longe dos Balcãs,
evoco um apelido querido,
de um ser humano querido por mim:
Miro era a alcunha de um preto velho,
não um macumbeiro!,
que conheci em menino
e que parecia amar o infante
que fui nos idos de década em folhas morta...
Havia acabado de nascer
no bem-nascido berço
que me embalou
nas canções de minha mãe
que não conhecia Alfred de Musset
mas sim Alvares de Azevedo.
Tempos depois
vim a conhecer aquele homem
cuja morte foi rápida e trágica...:
Toda morte é assim).

Assim como eu
quando a miro e vejo
- vejo tantos fantasmas á sombra
de seus olhos negros,
quando ela me olha
também vê algo atrás de mim
e de si :
um rosto do pai
de um primeiro amor
que se deixou enterrar no tempo.
Pasma, vê um fantasma!
- sem ópera, opereta, bereta...
lembra de gestas
narradas por antepassados
(cova rasa, cava veia,
velha aveia,
candeia, estrela cadente, candente...),
por isso me mira assustadiça
em contraponto com a memória que retorna
e retorce, entorta, distorce, torce o tempo
e o espaço na equação de Einstein
e a luz equacionada por Max Planck
que não sabia rosar  rosa da rosa,
mas sim assinalar  o corpo escuro.
Ela é a árvore da vida
dentro do meu jardim  edênico;
- ela me faz respirar
e viver dessa música
que sopra oboé do nariz
- com o sopro do anjo
que vive nas folhas, flores e frutos
da árvore que a sustem
e me alimenta
- até que chegue o outono, amarelo anjo,
e ela caia
e eu decaia,
pois não vivo sem o sopro da musa
que toca minha vida,
nutre minha árvore da vida,
sem vida
- sem ela.
A senha, a senda é ela:
musa e medusa.

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File:Medusa uffizi.jpg

sábado, 9 de março de 2013

BACANAIS(BACANAIS!) - dicionário dicionario etimo

Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)

Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).

Não há mais Ilíria,
mas hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu,  androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).

A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
 a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).

Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

EPICUREU(EPICUREUS!) - enciclopédia enciclopedia lexico


Bem-nascido...
- mal nasci e recusei o seio de minha mãe,
então pletora:
ato número um de sublevação.

Nasci sublevado
conjurado mineiro
cresci insurreto
porém reto
direto no direito
diletante no dilema :
digesto à dieta
em indigesto regime.

Por volta dos oito meses
falava tudo, cantava, arremedava bichos
e estudava, depois da meia-noite,
sob meia-lua ou lua inteira,
na não forma de foice (falciforme)
-  estudava besouros
os quais, posteriormente,
 aprendi a denominar "coleópteros"
graças a um amigo
cujo nome era o do inventor do rádio
( mas não das ondas senoidais).
Para mim, na minha etimologia,
esta palavra pertence àquele amigo
hoje separado do corpo
pela foice da morte
que ceifa na hora da ceifa
- que vitima a vindima.
( Tudo isso são versos da poesia de minha mãe,
hoje não mais pletora,
mas um macróbio
a caminho do pesadelo de Alzheimer).

( O mal de Alzheimer é uma demência,
sendo demência tudo que mitiga
a capacidade cognitiva.
Seriam dementes para fora,
no bota-fora com alforria da ciência
e seu padrões tópicos,
às vezes utópicos,
num âmbito mais amplo, ancho
deste conceito psiquiátrico,
todas as pessoas
cuja mente ou intelecto
tem capacidade cognitivas limitadas?!
- sob doença ou não?
Vendo assim ancho
essa concepção do mal
do médico Alzheimer
se infla num anjo gordo.
Pobre Alzheimer!))
(Parkinson outrossim descobriu um mal
que cavalga a galope de Apocalipse, cataclismo...;
tão-só Platão desvelou o bem
no alumbramento da aletheia.
Ainda bem!,
que nem tudo vá bem mal)).

Aquele meu amigo
que me forneceu os instrumentos para pensar
- tornar-me pescador na barcarola
de homens e epicúreos
cheios de tédio
deste mundo de criaturas
(que se atura
até que tolerância satura!!)
- criaturas afogadas pela demência
que paira divinamente,
em companhia da Moira,
sobre o espirito pensante
- e mercante.

Aquele ótimo amigo jamais conheceu
- nem eu,
nenhum Epicuro,
só epicureus, cepas de maniqueus, jebuseus...,
- homens que não tiraram o pensamento de si,
mas de outrem,
dos homens judiciosos.
Criaturas dementes,
tementes, sem mente
e sem necessidade do desenho
concebido por Alzheimer
para algo que doa,
- ocasione muita dor,
porquanto a demência
nos animais que vagam em rebanhos
não é inata
mas adquirida
na histeria do rebanho
que fácil estoura
no pânico invertido no mata-mouros,
ferrabrás...

Aquele lídimo amigo
morreu de forma triste e lamentável
e o seu cadáver,
ao que consta de relatos sucintos,
estava horrível e enegrecido.
Ele, que fora belo em vida,
sábio e erudito,
ingênuo e nobre,
faleceu sob o peso da tragédia
que assola a todos os mortais.

Toda a morte é feia :
bela é a tragédia
- que tem o fito
de ocultar no sublime
o horror do esgar
na face da morte,
que é a máscara do morto,
mortuária máscara
na cara do homem morto
que não encontra mais destino,
mas sim sino que bimbalhe
num macabro baile
e carpideiras que espalhe
- o vento vão
sem sangue de coração
nos olhos de quem olha
para o nada exposto:
o homem morto,
um anjo morto,
ancho, gordo de vermes.

Tão-somente o "pathos" filosófico da tragédia
avocada pelo filósofo Nietzsche
a compor um penso penoso no apenso,
pode salvar o homem
na Paixão de Cristo
- uma tragédia genuinamente grega
para arameus, cananeus, amorreus
e muitos outros eus
metidos no capote dos adustos
Augustos dos Anjos ateus,
com maus augúrios
nos versos do poeta "Augusto" ,
coveiro, caveira e corvo da poesia lírica.

( Conto que contarei,
cantarei
minha história
em cápsulas de memória
e resquícios de Moiras
porquanto os conceitos
não cabem na vida
muito menos as palavras sem ar
daqueles que não respiram
a pira flamejante
que queima meteoricamente
uma inteligência emancipada,
milagre raro de demiurgo raro,
porém fato na personalidade de Van Gogh,
Epicuro de Samos(Epicuro de Samos!)
e poucos outros.

O que somos
Epicuro de Samos?!
Pergunta aquele que estudou entomologia
sem o logos grego,
no âmbito do pensamento mágico
de uma criança recém-nascida.
( Não responda dos túmulo dos signos,
Epicuro de Samos
corpo em retorno á terra
e alma em movimento contínuo
na dança dos signos
que faz dançar o pensamento vivo,
eterno no cavar os signos
nos pensamentos dos leitores
e leitoras "pletores", pletoras).


( Excerto da obra "Da Engenharia e Reengenharia da Bruxa" )

Ficheiro:Valkyrie Copenhagen.jpg
valquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo alado
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

ARGUÍ(ARGUIR!) - glossario glossário


Ao vê-la pela primeira vez
fiquei tão impressionado
( impregnado pelo impressionismo!)
 com tudo o que vi nela
do passo à postura,
vestes, modo de andar,
cabelos e, principalmente,
um profundo desprezo
pelos homens e mulheres
deste mundo
menor que ela,
que arguí(arguir!) ao colega mais próximo
quem era aquela mulher
tão esplendorosamente bela.
O colega retorquiu ( ou tossiu?!... pigarreou...)
que  marido dela era riquíssimo.
Então , pensei ( para me consolar?!)
que nenhum homem pode der tão pobre
a ponto de poder
ofertar apenas dinheiro,
nem tão rico
que pudesse oferecer
tão-somente inteligência,
sabedoria, erudição...
- mas mais, muito mais;
amor apaixonado
de pastor apaixonado
e cavaleiro andante devotada
á mulher amada
assim como o foi Dom Quixote de La Mancha,
o Cavaleiro da Triste Figura,
símbolo do homem
em seus caminhos....
- um caminhão! :
caminheiro a caminhar
acariciando as ervas daninhas
com olhos
- nas boninas.

Era uma mulher bela
tão bela era
que nela
a luz incidia
como se fora ela
a única mulher a bela
na terra de tantas mulheres
e raros homens
- de verdade.

Quão bela era ela!
Uma beldade
na qual vi
a luz pela primeira vez.

Jesus! A luz
sem piedade de mim
iluminava apenas uma mulher,
dava-a á luz
em minha presença
de olhos arregalados,
a cintilar, fulgurar
no olhar da paixão,
do amor à primeira vista,
do alumbramento do poeta do Recife,
dos arrecifes...
os quais não arrefecem....

Era como se meus olhos
dessem à luz
uma mulher bela,
na idade da fêmea,
plena na majestade da saúde
que faz de qualquer idade
uma deusa da juventude
a se exprimir na beleza
desenhadas a dedos por Deus
nas linhas do rosto,
nos cabelos bastos
pretos retintos
a brilhar feito estrelas negras
-  regra na noite
nas suas madeixas nigérrimas
com deixas, mechas
e endechas em pouco queixume,
mas muito lume
no  meu versejar
ao leu no breu
passando no céu
em mocho e morcego cego
que Jesus não curou,
mas a natureza pôs
um sonar empós as alvas.

Quando a vi
- vi-a subindo as escadas
( Mulher subindo as escadas
de Marcel Duchamp...)
e via a luz à gelosia
como uma Via
( uma Via Cassia!)
iluminando-se na face dela,
pois ela era a luz
e a luz - trevas.

Digo que ela era bela,
( belíssima!),
porque ao consonar
com o filósofo ou pensador pré-socrático,
Heráclito de Éfeso,
creio que ninguém
pode por duas vezes
encetar e terminar
a travessia de um rio,
pois na segunda travessia
o primeiro rio
já é um segundo rio,
assim como os Evangelhos,
ou mesmo outro rio
ou, ainda, outros rios
com átomos no amplexo
que formam o amor
que cria as águas
sobre as quais o espírito do Senhor paira,
mas não para nunca
de rir de mim
com ricto ruim
e uma lágrima sem sal,
insipida, inodora,
porém com bastante sódio
em solitude no solo
e solilóquio atômico
sem o dueto
que forma o bicarbonato
- de sódio
descrito em linguagem química,
poesia em pó, alquímica,
rítmica na mímica
dos signos e símbolos
da Tabela Periódica dos Elementos
descoberta pelo intelecto
do sábio Mendeleiev
- um barba-russa da Rússia
dançante no balé de Stravinsky
na obra abstrata do filósofo-pintor Kandinsky
e nas odes pictóricas de Marc Chagall....
dono de um domo
na aldeia congelada na imaginação fértil
do poeta-filósofo que escreve em mim
com sangue no estilete
num crescendo Crescente Fértil.

Disse que ela era bela,
mas foi para consonar
com o pensar de Heráclito, o obscuro :
Ela continua bela
passando por outro arroio
pensado por outro filósofo do vir-a-ser,
que come arroz no arrozal.
Um pensador que não
aquele Heráclito,
próximo a Aquiles,
a fluir, fluminense, fluvioso, efluvioso,
em não-pluviosidade,
mas fluviosidade
indo a chorar,
por lágrimas da madrugada
( orvalho, rocio, aljôfar)
em outro afluente do ribeirão d'outro douto,
erudito, sábio Heráclito
- este, longe de Éfeso e dos efésios...

Ela continua não-nua,
contida (eu incontinente!),
dando a luz aos meus olhos
- dando a luz à luz
mesmo no lusco-fusco...
- tão bela que ela é! :
que chama a luz
para radiar em seu semblante
radiante
- radiante sol!

Foi ela quem
deu à luz os meus olhos
e ao meu olhar
quando a vi
com toda a beleza da mulher
e de todo o universo
enfeixado em seu ser :
corpo e alma.
( Deus pode ser visto ali,
naquele momento,
naquele olhar,
naqueles olhos refletindo ( defletindo?!)
aquele corpo
e aquele alma de mulher!).

 Antes eu era um cego, Jesus!,
- mas ela realizou este milagre
de me fazer enxergar
- a mulher
somente nela.

( Todos os Apócrifos da Medusa
podem ser lidos nela
porque nela estão escritos
por este escriba.
Não são a descrição dela,
mas sim ela escrita
para todas as linguagens e línguas ).

Este poema é uma descrição sucinta
e fidedigna da Medusa;
faz jus à  sua beleza inexcedível,
majestática e imperecível.

( Extrato dos "Apócrifos a Dois Passos da Medusa e a um Tiro do Paço de Alhambra ", textos em versos de um filósofo-poeta-pastor apaixonado).



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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

MEROVÍNGIOS(MEROVÍNGIOS!) - wikcionario wikdicionario


Os únicos psiquiatras que li
foram o humanista Erasmo de Rotterdan
e o filósofo Michel Foucault;
os outros eram reles,
ralé mesmo :
meros médicos,
médios, medos-persas
da Média, terra
com termo nos Montes Zagros;
merovíngios(merovíngios!)
sem trono e cetro,
sem solidéu,
de déu-em-déu
feito as andorinhas pelo céu,
em escarcéu,
ao léu do téu-téu,
que não é réu,
confesso.
( Reles, reles, reles
é toda a realeza
face à beleza da Medusa
que me faz de pedra
com seu olhar
de dentro da noite negra
em seus olhos negros
e seus cabelos nigérrimos
com cabedal de víboras...
Arrogante olhar de menosprezo!).

Goya, outrossim, era acurado psiquiatra,
assim como Bruegel, o velho,
nas crônicas pictográficas,
nos debuxos e gravuras
que punha à mostra
a loucura do tempo
na barca ou nau dos insensatos.
Os outros, pseudo-psiquiatras,
meros charlatães que vendem pílulas
cheias de medo e placebo
para um sono dogmático-pragmático
de Kant antes do canto do cisne.
(Que sinto pela Medusa!?!:
dizem os homens e as mulheres
- que é amor,
paixão desabrida;
sei eu só,

somente eu,
em foro íntimo,
que não intimo,
nem julgo feito juiz,
- sei! que é  paixão desabrida
em todas as línguas de fogo

em todas a línguas cantadas
pelos pelos dos arcanjos e serafins
que se queimam
neste cadinho...:cadinho cabal!
Paixão tão intensa!
- que a tensão entre nós
é a um tempo
de atração e repulsão
como dois lados do imã
a se atrair e se repelir,

concomitantemente,
mas nunca a se trair,
pois o amor jamais trai,
- mas mais atrai
que todo o pólo magnético da Terra,
que roda o pião,
ó Judas Iscariotes!,
reles criatura!,
vívido em tantos homens vis
e mulheres vãs
que vagam em vão
sem o fogo da paixão verdadeira,

verdadeira como a pomba-verdadeira!
- Veraz!
(Verás que é veraz
o fogo que me queima
em serafim me transtorna
e transforma, traspassa :
- por uma só medusa
e não por meia dúzia
de mulheres que vegetam
no país de Elão,
onde jorra o deserto
- em miragens!).

Assim como não há lugar
para psiquiatras
depois daqueles sábios e eruditos,
não  há lagar
para se mirar
céus e terras
se a Medusa
não estiver
entre eu, o telúrico,
e o luar celeste
- lua que luta
branca-de-nuvem, no início do dia,
pálida, esgarçante,
dainte do sol que enxuga
as lágrimas da noite
que passei sem ela
na cama ou na lama,
não importa a gama,
mas assáz a dama
- da noite
de um catalão, Joan Miró
a me mirar
no arroio de rocio em cio
da madrugada dos galos em gesta,
trovadores em amores.
(Reles, reles, reles
é qualquer estrela de escarcha,
qualquer alteza
face a altivez da Medusa!

- musa minha).


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MAR DE OMÃ(MAR DE OMÃ!) - verbete


A Cadeira de Inquisição
de per si (per si!)
já é prova suficiente
e notória
de que o ser humano
é  louco varrido,
vive sob a economia da loucura
ou "Encomiam Moriae",
obra do erudito filósofo holandês,
o humanista Erasmo de Rotterdan,
um dos tratados não-tratados na doutrina
da psiquiatria e psicanálise
sob a forma de arte satírica
ou poesia cômica
com um travo trágico.

Na cadeira inquisitória
o réu sentava nu
 as nádegas assentes
em assentos cobertos de espinhos
ou pregos.
Somente esse contexto
com cadeira no texto
e no desenho esquemático
podemos concluir
que o ser humano é um louco
e que o ridículo no contexto de ontem
é o mesmo no contexto atual,
só que não podemos percebê-lo
assim como os medievos inquisidores
não o percebiam
por falha no contexto
que cega os olhos,
tapa os ouvidos,
faz omissão dos sentidos
e transmuta o bom-senso
em loucura inconteste,
que, no entanto,  se jacta piedosa
e em benefício do réu
e do céu des'azul,
inazul,  aazul, não-azul
no seu céu de não-ser-céu.

Assim em desazul,
jejum de anil,
o céu sim cinza,
sim com cilício
sem minha medusa
e a me molhar
com  o arroio
que rumoreja em seu olhar
- o qual me faz nadar
peixe vivo,
dá-me um leito de riacho
com cacho na cachoeira...
que corre por dentro
e por fora do peixe
e do pescador da barcarola
em frouxo balouço
no rio São Francisco
com cisco no olho
do hipócrita
e cabelos com cobras
na cabeça de Medusa,
minha bela musa.

Sem ela o céu-café,
céu sem fé,
céu com ceifa de foice
na lua falciforme, 
anemia falciforme
sem o negro nos olhos dela
- que me ilumina
e me aquece
e não me permite
cair do trapézio
sem rede
- para peixe :
para-peixe,
ó sereia!

O que serei de mim
sem a sereia! :
um peixe sem espada
na rede da escuridão
que é o país da morte
ou Hades, se há Hades;
se não o há,
há-de haver
na ausência dela
na vela do meu olho
que a vela
viaja com ela,
acende a imagem dela,
ilumina-a vaga-lume-ando verde luz,
aquece-a na monção
do coração do mar :
mar de amar
- não de Omã!A Cadeira de Inquisição
de per si
já é prova suficiente
e notória
de que o ser humano
é  louco varrido,
vive sob a economia da loucura
ou "Encomiam Moriae",
obra do erudito filósofo holandês,
o humanista Erasmo de Rotterdan,
um dos tratados não-tratados na doutrina
da psiquiatria e psicanálise
sob a forma de arte satírica
ou poesia cômica
com um travo trágico.

Na cadeira inquisitória
o réu sentava nu
 as nádegas assentes
em assentos cobertos de espinhos
ou pregos.
Somente esse contexto
com cadeira no texto
e no desenho esquemático
podemos concluir
que o ser humano é um louco
e que o ridículo no contexto de ontem
é o mesmo no contexto atual,
só que não podemos percebê-lo
assim como os medievos inquisidores
não o percebiam
por falha no contexto
que cega os olhos,
tapa os ouvidos,
faz omissão dos sentidos
e transmuta o bom-senso
em loucura inconteste,
que, no entanto,  se jacta piedosa
e em benefício do réu
e do céu des'azul,
inazul,  aazul, não-azul
no seu céu de não-ser-céu.

Assim em desazul,
jejum de anil,
o céu sim cinza,
sim com cilício
sem minha medusa
e a me molhar
com  o arroio
que rumoreja em seu olhar
- o qual me faz nadar
peixe vivo,
dá-me um leito de riacho
com cacho na cachoeira...
que corre por dentro
e por fora do peixe
e do pescador da barcarola
em frouxo balouço
no rio São Francisco
com cisco no olho
do hipócrita
e cabelos com cobras
na cabeça de Medusa,
minha bela musa.

Sem ela o céu-café,
céu sem fé,
céu com ceifa de foice
na lua falciforme, 
anemia falciforme
sem o negro nos olhos dela
- que me ilumina
e me aquece
e não me permite
cair do trapézio
sem rede
- para peixe :
para-peixe,
ó sereia!

O que serei de mim
sem a sereia! :
um peixe sem espada
na rede da escuridão
que é o país da morte
ou Hades, se há Hades;
se não o há,
há-de haver
na ausência dela
na vela do meu olho
que a vela
viaja com ela,
acende a imagem dela,
ilumina-a vaga-lume-ando verde luz,
aquece-a na monção
do coração do mar :
mar de amar
- não de Omã!A Cadeira de Inquisição
de per si
já é prova suficiente
e notória
de que o ser humano
é  louco varrido,
vive sob a economia da loucura
ou "Encomiam Moriae",
obra do erudito filósofo holandês,
o humanista Erasmo de Rotterdan,
um dos tratados não-tratados na doutrina
da psiquiatria e psicanálise
sob a forma de arte satírica
ou poesia cômica
com um travo trágico.

Na cadeira inquisitória
o réu sentava nu
 as nádegas assentes
em assentos cobertos de espinhos
ou pregos.
Somente esse contexto
com cadeira no texto
e no desenho esquemático
podemos concluir
que o ser humano é um louco
e que o ridículo no contexto de ontem
é o mesmo no contexto atual,
só que não podemos percebê-lo
assim como os medievos inquisidores
não o percebiam
por falha no contexto
que cega os olhos,
tapa os ouvidos,
faz omissão dos sentidos
e transmuta o bom-senso
em loucura inconteste,
que, no entanto,  se jacta piedosa
e em benefício do réu
e do céu des'azul,
inazul,  aazul, não-azul
no seu céu de não-ser-céu.

Assim em desazul,
jejum de anil,
o céu sim cinza,
sim com cilício
sem minha medusa
e a me molhar
com  o arroio
que rumoreja em seu olhar
- o qual me faz nadar
peixe vivo,
dá-me um leito de riacho
com cacho na cachoeira...
que corre por dentro
e por fora do peixe
e do pescador da barcarola
em frouxo balouço
no rio São Francisco
com cisco no olho
do hipócrita
e cabelos com cobras
na cabeça de Medusa,
minha bela musa.

Sem ela o céu-café,
céu sem fé,
céu com ceifa de foice
na lua falciforme, 
anemia falciforme
sem o negro nos olhos dela
- que me ilumina
e me aquece
e não me permite
cair do trapézio
sem rede
- para peixe :
para-peixe,
ó sereia!

O que serei de mim
sem a sereia! :
um peixe sem espada
na rede da escuridão
que é o país da morte
ou Hades, se há Hades;
se não o há,
há-de haver
na ausência dela
na vela do meu olho
que a vela
viaja com ela,
acende a imagem dela,
ilumina-a vaga-lume-ando verde luz,
aquece-a na monção
do coração do mar :
mar de amar
- não de Omã!(Mar de Omã!)

golfo omã

axonomia pinacoteca camille pissarro pinacoteca biografia corão alcorãomedusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico dicionario cientifico nomenclatura binomial nomenclatura